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PERSISTIR NO GANHO DE CREDIBILIDADE

2025-11-05T15:39:19-03:00

Qualquer sinal, por mais sutil que seja, de mudança na comunicação do BC, sugerindo flexibilização prematura, traria um custo elevado Há tempos se observa no Brasil uma desancoragem das expectativas de inflação. Parte dessa perda de ancoragem pode ser atribuída à política fiscal - nosso velho calcanhar de Aquiles -, que suscita dúvidas persistentes sobre a capacidade do país de refinanciar sua dívida sem pressionar os preços. Essa incerteza adiciona um prêmio inflacionário implícito às projeções futuras, elevando-as acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).Por outro lado, a desancoragem também tem raízes monetárias. Persiste, entre agentes econômicos, certa desconfiança sobre a independência da autoridade monetária frente a mudanças de governo. Diante disso, o mercado exigiu um “prêmio de credibilidade” da nova diretoria [...]

PERSISTIR NO GANHO DE CREDIBILIDADE2025-11-05T15:39:19-03:00

CARTA MENSAL – SETEMBRO 2025

2025-10-08T13:03:59-03:00

“O Fed iniciou o ciclo de corte sinalizando três cortes de 0,25% em 2025. Apesar de uma atividade ainda robusta, como mostrou a revisão do PIB, a preocupação com a desaceleração do mercado de trabalho pesou na decisão. No Brasil, a postura do BC segue hawk, incomodado com as expectativas de inflação que seguem desancoradas. O cenário entre EUA e Brasil se distensionou um pouco após o breve encontro entre Lula e Trump na ONU. O mercado internacional deve seguir benigno com os EUA reduzindo o juro com baixo risco de recessão. Seguimos posicionados em juros e em uma estrutura de opções de compra de EWZ.” INTERNACIONAL O mês de setembro marcou o início do ciclo de [...]

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REFORÇANDO O GANHO REPUTACIONAL

2025-09-17T16:47:22-03:00

O Banco Central precisa, acima de tudo, perseverar na comunicação da necessidade de manter as expectativas de inflação sob controle Hoje teremos as reuniões do comitê de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil. A autoridade monetária americana deve retomar o processo de cortes de juros, levando a Fed fund para um patamar mais próximo do neutro, entre 2,75% e 3,0%. A decisão ocorre em um ambiente marcado por condições financeiras extremamente expansionistas: bolsas em máximas históricas, spreads comprimidos e apetite por risco elevado. Essa decisão amplia a possibilidade de um repique inflacionário à frente. Ainda assim, o Fed parece determinado a flexibilizar, mesmo convivendo com tais riscos. A decisão terá impacto global, com efeitos diretos sobre moedas [...]

REFORÇANDO O GANHO REPUTACIONAL2025-09-17T16:47:22-03:00

CARTA MENSAL – AGOSTO 2025

2025-09-05T16:22:11-03:00

“O discurso do Powell no Simpósio de Jackson Hole sinalizou que o Fed vai reagir às revisões do número de emprego, que mostraram uma desaceleração acentuada no saldo de contratações. No Brasil, a antecipação das articulações políticas para unir a direita para as eleições de 2026 e os bons resultados das empresas trouxeram otimismo para os ativos locais. O mercado no Brasil começou a descolar positivamente já olhando para uma troca de governo em 2026. Estamos mantendo as posições compradas e monitorando de perto o cenário eleitoral. A retomada do ciclo de queda de juros nos EUA vai ajudar no ambiente benéfico para os países emergentes.” INTERNACIONAL Grande parte da discussão global em agosto concentrou-se na política [...]

CARTA MENSAL – AGOSTO 20252025-09-05T16:22:11-03:00

CARTA MENSAL – JULHO 2025

2025-08-07T16:47:56-03:00

“O destaque do mês de julho foi a retomada de fortalecimento do dólar global por conta dos acordos de tarifas anunciados pelo Trump, prejudicando os ativos ex-EUA. No Brasil, o tarifaço antecipou o debate eleitoral e a polarização entre os apoiadores do Bolsonaro e do Lula. O uso da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes beneficiou a aprovação do governo, que passou a defender a soberania nacional. Com o governo melhorando nas pesquisas, a tendência do dólar global ganha mais relevância para garantir a boa performance dos ativos locais. Estamos mantendo a compra de EWZ via opções acreditando em uma troca de governo em 2026.” MACROECONOMIA Julho foi um mês marcado pela volta da centralidade [...]

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CICLO DE ALTA ENCERRADO, O QUE FAZER AGORA?

2025-07-30T16:35:47-03:00

Desafio do Copom é deixar claro que cortes só ocorrerão quando houver condições técnicas, ou seja, com expectativas de inflação firmemente ancoradas Esta semana é marcada por importantes reuniões de bancos centrais ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, em meio a uma forte pressão política por cortes de juros e a movimentações internas de dirigentes do Federal Reserve em clara campanha por cargos futuros, o presidente Jerome Powell enfrenta o desafio de manter a precificação de mercado de cortes ainda em 2025 sem transmitir a ideia de que age sob influência política, num contexto em que os riscos inflacionários permanecem relevantes. Desde o início da implementação das tarifas comerciais pelo governo americano contra outros países, o Fed tem reiterado que os [...]

CICLO DE ALTA ENCERRADO, O QUE FAZER AGORA?2025-07-30T16:35:47-03:00

POLÍTICA MONETÁRIA NO MUNDO PÓS-PANDEMIA: O FIM DOS CICLOS “NORMAIS” E O REINADO DA POLÍTICA FISCAL

2025-07-29T15:17:35-03:00

A condução da política monetária global mudou radicalmente no período pós-pandemia. Os ciclos econômicos que antes seguiam padrões relativamente previsíveis – onde taxas de juros mais altas arrefeceram a economia e taxas mais baixas a estimulavam – hoje não reagem tão claramente dessa forma. Nos últimos anos, vimos o mercado de trabalho global se manter surpreendentemente firme, mesmo diante de políticas monetárias restritivas. Esse fenômeno, que desafia os manuais clássicos de economia, tem uma explicação central: a mudança no papel e no peso da política fiscal nas economias modernas. Durante a pandemia, praticamente todos os países do mundo adotaram políticas fiscais fortemente expansionistas. Houve um medo generalizado de que o choque de demanda provocado pelo isolamento social gerasse uma recessão prolongada. Em contraste com a resposta [...]

POLÍTICA MONETÁRIA NO MUNDO PÓS-PANDEMIA: O FIM DOS CICLOS “NORMAIS” E O REINADO DA POLÍTICA FISCAL2025-07-29T15:17:35-03:00

CARTA MENSAL – JUNHO 2025

2025-07-08T18:45:30-03:00

“O cenário internacional seguiu benigno durante o mês. O rápido encerramento da guerra entre Irã e Israel retirou um grande risco de cauda de um eventual ataque nuclear nos próximos anos na região. No Brasil, o embate entre Executivo e Congresso se acirrou com a derrubada do decreto do IOF, mas o ambiente de dólar fraco global garantiu um fechamento do semestre bem positivo. O Brasil tem se beneficiado do ambiente externo mais favorável, em especial da depreciação do dólar e da queda das commodities industriais, além da atuação firme do Banco Central. Nossas expectativas de inflação foram revisadas de 5,5% para 5,0% para 2025 e 2026. O ambiente fiscal doméstico segue sendo o principal obstáculo à ancoragem mais forte das expectativas” [...]

CARTA MENSAL – JUNHO 20252025-07-08T18:45:30-03:00

HORA DE FECHAR O CICLO DE FORMA RESPONSÁVEL

2025-06-18T14:11:14-03:00

Mais importante do que um gesto isolado será a sinalização do Copom Hoje, os mercados globais voltam suas atenções para duas decisões centrais de política monetária: o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), nos Estados Unidos, e o Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil. Ambas as reuniões ocorrem em um momento importante nos ciclos econômicos e exigem leitura fina do cenário prospectivo para calibragem correta da política monetária. No caso americano, a postura “hawkish” adotada nas últimas comunicações tinha como pano de fundo o temor de que a nova rodada de tarifas comerciais viesse a pressionar os preços de bens, dificultando o retorno sustentado da inflação ao alvo de 2%. No entanto, dados mais recentes - especialmente os pedidos semanais de [...]

HORA DE FECHAR O CICLO DE FORMA RESPONSÁVEL2025-06-18T14:11:14-03:00

CARTA MENSAL – MAIO 2025

2025-07-08T18:46:33-03:00

“A postergação da implementação das tarifas sobre a China contribuiu para impulsionar o ambiente global de 'risk on', com destaque positivo para o desempenho da bolsa americana no mês. No Brasil, o aumento do IOF como medida compensatória à meta fiscal teve efeito negativo sobre os ativos locais, reacendendo preocupações quanto à sustentabilidade de longo prazo da dívida pública. O ambiente global segue positivo com o recuo da implementação das tarifas no curto prazo por parte do governo americano. O cenário de dólar fraco vai continuar beneficiando os países emergentes. No Brasil, será fundamental uma sinalização positiva do lado fiscal para acompanharmos a boa performance global.” MACROECONOMIA Maio foi marcado por três eixos centrais no cenário global: [...]

CARTA MENSAL – MAIO 20252025-07-08T18:46:33-03:00
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